Íntegra do discurso de Geraldo Alckmin na Convenção Nacional do PSDB

Íntegra do discurso de Geraldo Alckmin na Convenção Nacional do PSDB

Por Geraldo Alckmin.

Quero saudar o dr Alberto Goldman, nosso presidente, presidente Fernando Henrique, nosso Arthur Virgílio. Dizer da legitimidade, Arthur, da sua pré-candidatura que honra o nosso partido, com sua história de vida, um dos melhores senadores e prefeitos do nosso país.

Quero saudar o Marconi, a Valéria que está aqui também conosco, a Elisabeth do nosso Arthur, a queridíssima Yeda Crusius. O Serra, o nosso João Doria, prefeito. O Silvinho, querido governador Beto Richa, a Fernanda que também está conosco. Saudando nossos governadores, o Azambuja, a Rose que também está aqui com a gente, o governador Pedro Taques, Simão Jatene, todos os nossos governadores. Queridíssimo Tasso Jereissati, nosso senador e governador. Quero saudar aqui o Juvenal Araújo, saudando todo o tucanato aqui presente. Saudar o Marcos Saraiva, juventude. O Montoro dizia: o futuro começa hoje, ele se chama Juventude. Saudar o Marco Antônio Fernandes, saudando a diversidade do nosso partido. Saudar em especial, Yeda, as mulheres, por sua classe, por sua garra e determinação.

Agradecer os outros partidos, que nos honram com suas presenças. O PPS, aqui esteve conosco com Roberto Freire e o Arnaldo Jardim. Agradecer ao PSD, está conosco o Saulo Queiroz. O PSC, o Leonardo Gadelha. O PR, o José Tadeu. O PSB, o Márcio França, vice governador de São Paulo. O PTB esteve conosco o tempo todo aqui a Cristiane Brasil. Mas em especial, saudar a nossa militância. Palmas aos tucanos do Brasil.

Estou honrado pela confiança para presidir a nossa Social Democracia Brasileira.

Quero fazer uma saudação muito especial ao estadista que é o presidente Fernando Henrique Cardoso. Presidente Fernando Henrique mudou para sempre as bases da economia brasileira. E será sobre ela, presidente, que o nosso partido vai trabalhar.

Quero agradecer aqui a generosidade de dois grandes líderes: o senador, governador Tasso Jereissati, e meu colega, governador Marconi Perillo, esteios do nosso partido, o PSDB.

Agradeço ao governador Goldman, que nesse período de transição teve com seu espírito público. Agradeço ao José Aníbal, que comandou com maestria o nosso instituto Teotônio Vilela.

O trabalho iniciado pelo PSDB, o nosso partido, é uma obra inacabada. Temos compromisso com as reformas e princípios que vão dar condições para que o Brasil volte a crescer. Nós sabemos como chegar lá porque acreditamos em políticas públicas perenes, não em bravatas, em marketing, mas em políticas públicas perenes.

O PSDB é um instrumento de modernização do Brasil, do Brasil que nós queremos, inserido na economia internacional, o Brasil desburocratizado, o Brasil de uma agenda competitiva. Estamos posicionados para uma agenda moderna, uma agenda do século 21. Vamos perseguir a inovação de forma obsessiva. O conhecimento e a imaginação criando o futuro a passos largos.

Já passou a hora de tirar o Peso desse Estado ineficiente das costas dos trabalhadores e dos empreendedores brasileiros. Defendemos reformas que quebrem privilégios e beneficiem o conjunto da nossa população. Vamos sim trabalhar pelas reformas: a mãe das reformas, a reforma política. Nosso modelo político se exauriu. Aprendi na medicina, suprima a causa, e o efeito cessa. A reforma da previdência, necessária, para não termos brasileiros de 2 classes, mas termos um regime geral de previdência social. A reforma da justiça: O Brasil não é apenas um país desigual, o Brasil é um país profundamente injusto. A reforma tributária vai fazer mais justiça. A reforma trabalhista, que o PSDB gestou através de um grande parlamentar, o nosso Rogério Marinho, modernizando as relações de trabalho.

Defendemos a volta dos investimentos por meio de um grande salto qualitativo no ambiente de negócios com uma política fiscal dura. Aliás, foi com o governo do PSDB, do presidente Fernando Henrique, que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, que nós praticamos com Mário Covas, nosso professor Mário Covas, em São Paulo, que nos dizia: é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança. É através da responsabilidade fiscal que nós vamos poder investir nos hospitais, nas escolas, na segurança pública.

Quero aqui destacar a necessidade dos investimentos em logística em um país das dimensões continentais do Brasil. Defendemos no nosso PSDB as concessões, as PPPs, infraestrutura é emprego direto na veia, saneamento básico, moradia, para retomar o emprego e a renda da nossa população. O Senador Serra aqui destacou as dificuldades da Saúde. Se nós fizermos uma pesquisa do Oiapoque ao Chuí, nós vamos ver o clamor do povo, pela dificuldade de acesso à Saúde.

Governar é escolher. Sei que o dinheiro é curto, mas não vamos nos descuidar daquilo que interessa ao povo. A obra prima do Estado é a felicidade das pessoas. Vamos suar a camisa para podermos avançar. Quero destacar na saúde a necessidade de novas tecnologias para que a gente possa ter mais prosperidade.

Educação de qualidade, o bom casamento entre o técnico e o tecnológico, fazendo um casamento do mercado de trabalho com a formação profissional. Enfim, o Brasil crescendo a pleno vapor, com mais emprego e diminuindo desigualdades deste país continental que é o Brasil.

Temos a competência para ajudar o Brasil. Temos o dever de unir o Brasil. Temos os caminhos para devolver o Brasil aos brasileiros.

O Brasil vive um ressaca. Descobriu que a ilha da fantasia petista nunca foi a terra prometida. A ilusão petista acabou em pesadelo,; acabou na maior crise econômica e ética da história deste país. Agora é hora de olhar pra frente. Os brasileiros não são tolos. Estão vacinados, hoje, contra o modelo lulopetista de confundir para dividir, de iludir para reinar.

Mas vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder. Ou seja, meus amigos: ele quer voltar à cena do crime. Será que os petistas merecem uma nova oportunidade?

Fiquem certos de uma coisa, meus amigos: nós os derrotaremos nas urnas. Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história. As urnas o condenarão pelos 15 milhões de empregos perdidos, pelas milhares de empresas fechadas, pelos sonhos desfeitos e negócios falidos.

As urnas o condenarão pela frustração dos projetos de milhões de famílias levadas ao desespero, por ter sucateado a nossa saúde, atentado contra a saúde dos brasileiros. As urnas o condenarão pelo desgoverno, pela destruição da Petrobrás, por obras inacabadas e abandonadas.

As urnas o condenarão por incitar o maior conflito entre os poderes da história recente, por nos ter posto na vexatória posição de lanterna no cenário internacional  

As urnas o condenarão por ter sequestrado a esperança da juventude. Por jogar brasileiros contra brasileiros para, no final, atirar pela janela a autoestima de todos nós. As urnas condenarão Lula, meus amigos, por ter sido ele o grande responsável de uma década perdida. Registre-se os esforços do atual governo, que pouco a pouco começa a reversão da da tragédia econômica a que o país foi colocado.

O PSDB reitera sua disposição, no âmbito do Congresso, a [apoiar a] aprovação das reformas necessárias ao país. Presidente Fernando Henrique, temos compromisso com nossa história, temos coerência em nossas atitudes. Aliás, nós, governadores, Beto Richa e colegas aqui presentes; Prefeitos tucanos, João Doria; Nós nunca nos furtamos a fornecer soluções para problemas que extrapolam nossas fronteiras. É o caso do descalabro da criminalidade, aqui bem colocado pelo presidente Fernando Henrique. Uma tragédia que já transformou o Brasil em líder mundial de homicídios, em números absolutos. São os nossos jovens que estão morrendo. Propusemos a criação de uma Agência Nacional de Inteligência integrando os órgãos federais, as polícias estaduais, os órgãos de inteligência dos Estados para combater o crime organizado, principalmente o tráfico de drogas e tráfico de armas. Esse banco de dados será unificado, acessível a todos os órgãos de segurança. O Brasil faz fronteira com dez países, uma das maiores fronteiras do mundo, cinco vezes maior que a fronteira dos Estados Unidos com o México. Temos quase 17 mil quilômetros.

Todos cobram muita coerência, muita disciplina e muita paz dentro do nosso partido – Como se não fôssemos o PSDB, os famosos tucanos.

Há quem duvide de que possamos fazer uma campanha eleitoral à altura das expectativas do ano que vem

Pois bem, eu não concordo com esses diagnósticos. Prefiro ficar com a opinião de um militante tucano, um dos mais brilhantes economistas brasileiros

Luiz Carlos Mendonça de Barros descreveu, de forma exemplar, o estilo, o jeitão do nosso partido, Pimenta da Veiga: É uma grande escola de samba. Momentos antes do início do desfile. Uma aparente desorganização, um aparente desencontro dos seus membros. Parece que ninguém se entende. Soa o apito vigoroso e toda aquela multidão evolui organizada, entusiasmada. Quando chega a hora do desfile, a bateria começa a tocar e toda aquela multidão, cantando o hino da escola, sai dançando na sequência certa na avenida.

Aguardem o que vai acontecer conosco o ano que vem. Tocado o apito, iniciado o processo eleitoral, o Brasil vai presenciar nosso melhor desempenho. Nosso bloco de forças, Formado por todos nós juntos, unidos. Partidos aliados, vamos mudar esse país.

Amigos tucanos e tucanas, cada um de nós carrega uma história de lutas na política. Eu optei por me afastar do exercício da medicina e atuar na vida pública, mas nunca desisti de cuidar de pessoas.

E é isso que tenho feito ao longo de toda a minha vida. Conversando, ouvindo, presidente Fernando Henrique… ouvindo as demandas do povo, prestando contas cotidianamente, trabalhando dia e noite. Foi essa a vida que escolhi e confesso que dela tenho orgulho.

Como dizia meu pai, política é dedicação, coragem moral e vida pessoal modesta. Sigo esse mandamento com muito orgulho de seu conteúdo e saudades de seu autor.   Termino minha fala com uma citação de Santo Agostinho: “a esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

Pois bem, nossa indignação e nossa coragem juntas vão mudar o Brasil! Dá-lhe, tucanos!

Geraldo Alckmin não teve participação nas fraudes em compras de merenda

Geraldo Alckmin não teve participação nas fraudes em compras de merenda

Ao contrário do que alguns usuários afirmam em redes sociais, o governador Geraldo Alckmin jamais teve qualquer relação com as fraudes na compra de refeição de escolas, esquema que ficou conhecido como “Máfia da Merenda”. O Estado de São Paulo foi vítima no caso. A Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) fingia comprar alimentos de pequenos agricultores, quando na verdade os produtos eram comprados de grandes fornecedores. Outras duas cooperativas foram acusadas de terem formado cartel em conluio com a Coaf para vencer licitações. Em nenhum momento das investigações o nome do governador esteve entre os acusados. É importante também ressaltar que os crimes cometidos não alteraram a qualidade e a distribuição da refeição recebida pelas crianças da rede estadual. As investigações foram realizadas com empenho pela Polícia Civil, e uma Comissão de Parlamentar de Inquérito foi aberta na Assembleia Legislativa para apurar o caso. Vinte pessoas foram responsabilizadas pela CPI. O governo de SP apoiou também investigações no âmbito federal, já que a maior parte das verbas envolvidas eram da União.
Alckmin não ordenou investigação em casa de filho do Lula

Alckmin não ordenou investigação em casa de filho do Lula

Ao contrário do que foi veiculado de maneira irresponsável por alguns blogs e nas redes sociais, o governador Geraldo Alckmin não teve nenhuma relação com a ação de busca e apreensão na casa de um dos filhos do ex-presidente Lula. A ação policial ocorreu após uma denúncia anônima e foi autorizada pela juíza Marta Brandão Pistelli. Em nenhum momento houve participação do governador ou da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Para investigar as condições em que a diligência de busca e apreensão foi realizada, a SSP decidiu afastar o delegado responsável pela ação policial. Compartilhe esse material para rebater boatos.