Texto sobre aposentadoria precoce de Geraldo Alckmin é falso

Texto sobre aposentadoria precoce de Geraldo Alckmin é falso

Nos últimos dias, usuários nas redes sociais voltaram a compartilhar uma antiga notícia mentirosa sobre Geraldo Alckmin. A nota diz que o governador de São Paulo teria se aposentado aos 42 anos, o que não é verdade. Trata-se de mais um caso de fake news. Pessoas mal intencionadas trocaram o nome do ex-presidente Lula pelo de Geraldo Alckmin.

O texto mentiroso, que foi disseminado pela primeira vez durante a campanha de 2006, usa como fonte um suposto artigo de Cláudio Humberto. O autor confirmou a manipulação do texto. À época, os responsáveis pela corrente foram identificados e processados.

Quem recebeu aposentadoria mencionada foi, na verdade, o ex-presidente Lula, graças a um mecanismo de reparação aos anistiados da Ditadura Militar.

Lamentamos que novamente estratégias mentirosas estejam sendo utilizadas no país. Defendemos o discurso franco com os brasileiros. Queremos união para mudar o Brasil. Não compactuamos com aqueles que querem confundir e dividir os eleitores.
Íntegra do discurso de Geraldo Alckmin na Convenção Nacional do PSDB

Íntegra do discurso de Geraldo Alckmin na Convenção Nacional do PSDB

Por Geraldo Alckmin.

Quero saudar o dr Alberto Goldman, nosso presidente, presidente Fernando Henrique, nosso Arthur Virgílio. Dizer da legitimidade, Arthur, da sua pré-candidatura que honra o nosso partido, com sua história de vida, um dos melhores senadores e prefeitos do nosso país.

Quero saudar o Marconi, a Valéria que está aqui também conosco, a Elisabeth do nosso Arthur, a queridíssima Yeda Crusius. O Serra, o nosso João Doria, prefeito. O Silvinho, querido governador Beto Richa, a Fernanda que também está conosco. Saudando nossos governadores, o Azambuja, a Rose que também está aqui com a gente, o governador Pedro Taques, Simão Jatene, todos os nossos governadores. Queridíssimo Tasso Jereissati, nosso senador e governador. Quero saudar aqui o Juvenal Araújo, saudando todo o tucanato aqui presente. Saudar o Marcos Saraiva, juventude. O Montoro dizia: o futuro começa hoje, ele se chama Juventude. Saudar o Marco Antônio Fernandes, saudando a diversidade do nosso partido. Saudar em especial, Yeda, as mulheres, por sua classe, por sua garra e determinação.

Agradecer os outros partidos, que nos honram com suas presenças. O PPS, aqui esteve conosco com Roberto Freire e o Arnaldo Jardim. Agradecer ao PSD, está conosco o Saulo Queiroz. O PSC, o Leonardo Gadelha. O PR, o José Tadeu. O PSB, o Márcio França, vice governador de São Paulo. O PTB esteve conosco o tempo todo aqui a Cristiane Brasil. Mas em especial, saudar a nossa militância. Palmas aos tucanos do Brasil.

Estou honrado pela confiança para presidir a nossa Social Democracia Brasileira.

Quero fazer uma saudação muito especial ao estadista que é o presidente Fernando Henrique Cardoso. Presidente Fernando Henrique mudou para sempre as bases da economia brasileira. E será sobre ela, presidente, que o nosso partido vai trabalhar.

Quero agradecer aqui a generosidade de dois grandes líderes: o senador, governador Tasso Jereissati, e meu colega, governador Marconi Perillo, esteios do nosso partido, o PSDB.

Agradeço ao governador Goldman, que nesse período de transição teve com seu espírito público. Agradeço ao José Aníbal, que comandou com maestria o nosso instituto Teotônio Vilela.

O trabalho iniciado pelo PSDB, o nosso partido, é uma obra inacabada. Temos compromisso com as reformas e princípios que vão dar condições para que o Brasil volte a crescer. Nós sabemos como chegar lá porque acreditamos em políticas públicas perenes, não em bravatas, em marketing, mas em políticas públicas perenes.

O PSDB é um instrumento de modernização do Brasil, do Brasil que nós queremos, inserido na economia internacional, o Brasil desburocratizado, o Brasil de uma agenda competitiva. Estamos posicionados para uma agenda moderna, uma agenda do século 21. Vamos perseguir a inovação de forma obsessiva. O conhecimento e a imaginação criando o futuro a passos largos.

Já passou a hora de tirar o Peso desse Estado ineficiente das costas dos trabalhadores e dos empreendedores brasileiros. Defendemos reformas que quebrem privilégios e beneficiem o conjunto da nossa população. Vamos sim trabalhar pelas reformas: a mãe das reformas, a reforma política. Nosso modelo político se exauriu. Aprendi na medicina, suprima a causa, e o efeito cessa. A reforma da previdência, necessária, para não termos brasileiros de 2 classes, mas termos um regime geral de previdência social. A reforma da justiça: O Brasil não é apenas um país desigual, o Brasil é um país profundamente injusto. A reforma tributária vai fazer mais justiça. A reforma trabalhista, que o PSDB gestou através de um grande parlamentar, o nosso Rogério Marinho, modernizando as relações de trabalho.

Defendemos a volta dos investimentos por meio de um grande salto qualitativo no ambiente de negócios com uma política fiscal dura. Aliás, foi com o governo do PSDB, do presidente Fernando Henrique, que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, que nós praticamos com Mário Covas, nosso professor Mário Covas, em São Paulo, que nos dizia: é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança. É através da responsabilidade fiscal que nós vamos poder investir nos hospitais, nas escolas, na segurança pública.

Quero aqui destacar a necessidade dos investimentos em logística em um país das dimensões continentais do Brasil. Defendemos no nosso PSDB as concessões, as PPPs, infraestrutura é emprego direto na veia, saneamento básico, moradia, para retomar o emprego e a renda da nossa população. O Senador Serra aqui destacou as dificuldades da Saúde. Se nós fizermos uma pesquisa do Oiapoque ao Chuí, nós vamos ver o clamor do povo, pela dificuldade de acesso à Saúde.

Governar é escolher. Sei que o dinheiro é curto, mas não vamos nos descuidar daquilo que interessa ao povo. A obra prima do Estado é a felicidade das pessoas. Vamos suar a camisa para podermos avançar. Quero destacar na saúde a necessidade de novas tecnologias para que a gente possa ter mais prosperidade.

Educação de qualidade, o bom casamento entre o técnico e o tecnológico, fazendo um casamento do mercado de trabalho com a formação profissional. Enfim, o Brasil crescendo a pleno vapor, com mais emprego e diminuindo desigualdades deste país continental que é o Brasil.

Temos a competência para ajudar o Brasil. Temos o dever de unir o Brasil. Temos os caminhos para devolver o Brasil aos brasileiros.

O Brasil vive um ressaca. Descobriu que a ilha da fantasia petista nunca foi a terra prometida. A ilusão petista acabou em pesadelo,; acabou na maior crise econômica e ética da história deste país. Agora é hora de olhar pra frente. Os brasileiros não são tolos. Estão vacinados, hoje, contra o modelo lulopetista de confundir para dividir, de iludir para reinar.

Mas vejam a audácia dessa turma. Depois de ter quebrado o Brasil, Lula diz que quer voltar ao poder. Ou seja, meus amigos: ele quer voltar à cena do crime. Será que os petistas merecem uma nova oportunidade?

Fiquem certos de uma coisa, meus amigos: nós os derrotaremos nas urnas. Lula será condenado nas urnas pela maior recessão da nossa história. As urnas o condenarão pelos 15 milhões de empregos perdidos, pelas milhares de empresas fechadas, pelos sonhos desfeitos e negócios falidos.

As urnas o condenarão pela frustração dos projetos de milhões de famílias levadas ao desespero, por ter sucateado a nossa saúde, atentado contra a saúde dos brasileiros. As urnas o condenarão pelo desgoverno, pela destruição da Petrobrás, por obras inacabadas e abandonadas.

As urnas o condenarão por incitar o maior conflito entre os poderes da história recente, por nos ter posto na vexatória posição de lanterna no cenário internacional  

As urnas o condenarão por ter sequestrado a esperança da juventude. Por jogar brasileiros contra brasileiros para, no final, atirar pela janela a autoestima de todos nós. As urnas condenarão Lula, meus amigos, por ter sido ele o grande responsável de uma década perdida. Registre-se os esforços do atual governo, que pouco a pouco começa a reversão da da tragédia econômica a que o país foi colocado.

O PSDB reitera sua disposição, no âmbito do Congresso, a [apoiar a] aprovação das reformas necessárias ao país. Presidente Fernando Henrique, temos compromisso com nossa história, temos coerência em nossas atitudes. Aliás, nós, governadores, Beto Richa e colegas aqui presentes; Prefeitos tucanos, João Doria; Nós nunca nos furtamos a fornecer soluções para problemas que extrapolam nossas fronteiras. É o caso do descalabro da criminalidade, aqui bem colocado pelo presidente Fernando Henrique. Uma tragédia que já transformou o Brasil em líder mundial de homicídios, em números absolutos. São os nossos jovens que estão morrendo. Propusemos a criação de uma Agência Nacional de Inteligência integrando os órgãos federais, as polícias estaduais, os órgãos de inteligência dos Estados para combater o crime organizado, principalmente o tráfico de drogas e tráfico de armas. Esse banco de dados será unificado, acessível a todos os órgãos de segurança. O Brasil faz fronteira com dez países, uma das maiores fronteiras do mundo, cinco vezes maior que a fronteira dos Estados Unidos com o México. Temos quase 17 mil quilômetros.

Todos cobram muita coerência, muita disciplina e muita paz dentro do nosso partido – Como se não fôssemos o PSDB, os famosos tucanos.

Há quem duvide de que possamos fazer uma campanha eleitoral à altura das expectativas do ano que vem

Pois bem, eu não concordo com esses diagnósticos. Prefiro ficar com a opinião de um militante tucano, um dos mais brilhantes economistas brasileiros

Luiz Carlos Mendonça de Barros descreveu, de forma exemplar, o estilo, o jeitão do nosso partido, Pimenta da Veiga: É uma grande escola de samba. Momentos antes do início do desfile. Uma aparente desorganização, um aparente desencontro dos seus membros. Parece que ninguém se entende. Soa o apito vigoroso e toda aquela multidão evolui organizada, entusiasmada. Quando chega a hora do desfile, a bateria começa a tocar e toda aquela multidão, cantando o hino da escola, sai dançando na sequência certa na avenida.

Aguardem o que vai acontecer conosco o ano que vem. Tocado o apito, iniciado o processo eleitoral, o Brasil vai presenciar nosso melhor desempenho. Nosso bloco de forças, Formado por todos nós juntos, unidos. Partidos aliados, vamos mudar esse país.

Amigos tucanos e tucanas, cada um de nós carrega uma história de lutas na política. Eu optei por me afastar do exercício da medicina e atuar na vida pública, mas nunca desisti de cuidar de pessoas.

E é isso que tenho feito ao longo de toda a minha vida. Conversando, ouvindo, presidente Fernando Henrique… ouvindo as demandas do povo, prestando contas cotidianamente, trabalhando dia e noite. Foi essa a vida que escolhi e confesso que dela tenho orgulho.

Como dizia meu pai, política é dedicação, coragem moral e vida pessoal modesta. Sigo esse mandamento com muito orgulho de seu conteúdo e saudades de seu autor.   Termino minha fala com uma citação de Santo Agostinho: “a esperança tem duas filhas lindas: a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; a coragem, a mudá-las”.

Pois bem, nossa indignação e nossa coragem juntas vão mudar o Brasil! Dá-lhe, tucanos!

Geraldo Alckmin não teve participação nas fraudes em compras de merenda

Geraldo Alckmin não teve participação nas fraudes em compras de merenda

Ao contrário do que alguns usuários afirmam em redes sociais, o governador Geraldo Alckmin jamais teve qualquer relação com as fraudes na compra de refeição de escolas, esquema que ficou conhecido como “Máfia da Merenda”. O Estado de São Paulo foi vítima no caso. A Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) fingia comprar alimentos de pequenos agricultores, quando na verdade os produtos eram comprados de grandes fornecedores. Outras duas cooperativas foram acusadas de terem formado cartel em conluio com a Coaf para vencer licitações. Em nenhum momento das investigações o nome do governador esteve entre os acusados. É importante também ressaltar que os crimes cometidos não alteraram a qualidade e a distribuição da refeição recebida pelas crianças da rede estadual. As investigações foram realizadas com empenho pela Polícia Civil, e uma Comissão de Parlamentar de Inquérito foi aberta na Assembleia Legislativa para apurar o caso. Vinte pessoas foram responsabilizadas pela CPI. O governo de SP apoiou também investigações no âmbito federal, já que a maior parte das verbas envolvidas eram da União.
O futuro em São Paulo

O futuro em São Paulo

Por Geraldo Alckmin.

Em relatório recente sobre mudança tecnológica e emprego, o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) cita a estimativa de que 65% das crianças que ingressam hoje na escola vão trabalhar, no futuro, em profissões que ainda não existem.

Vivemos o tempo da mudança e da velocidade da mudança, e os estudiosos já têm nome para ele: Quarta Revolução Industrial. Ela funde métodos de produção com as tecnologias de informação e conecta os domínios físicos, digitais e biológicos. Cria, assim, interação direta entre pessoas, equipamentos, sistemas e produtos.

Para tratar dos impactos dessa revolução inédita em profundidade e amplitude, o Fórum Econômico Mundial escolheu o Estado de São Paulo para sediar sua 13ª edição latino-americana, que acontecerá na capital paulista nos dias 13, 14 e 15 de março de 2018.

Em janeiro, em preparação para o evento, eu irei a Davos para a reunião anual de líderes que tratam de temas de interesse global, em especial os econômicos.

A escolha do WEF é motivo de orgulho para nós. Síntese das potencialidades do Brasil, o Estado de São Paulo é o maior centro econômico e industrial do continente e tem também o maior parque tecnológico, algumas das melhores universidades da América Latina e institutos de pesquisa reconhecidos por contribuições científicas nas mais diversas áreas de conhecimento.

Aqui, temas como inteligência artificial, internet das coisas, robótica, nanotecnologia, engenharia genética, veículos autônomos, aplicações das impressoras 3D e muitos outros que já se anunciam como realidade serão apresentados e discutidos pela comunidade científica, líderes políticos e representantes de organizações internacionais.

Para o professor Klaus Schwab, engenheiro e economista alemão que fundou e preside o Fórum Econômico Mundial, as mudanças trazidas pela Quarta Revolução Industrial são tão profundas que, na história da humanidade, nunca houve um momento tão potencialmente promissor ou perigoso.

No livro “A Quarta Revolução Industrial”, ele lembra que 17% da população do planeta (1,3 bilhão de pessoas) ainda não experimentou nem mesmo a segunda Revolução Industrial, porque não tem acesso à eletricidade.

Do mesmo modo, metade da população mundial (4 bilhões) ainda desconhece o potencial da terceira, digital, porque não tem acesso à internet.

Para a humanidade se beneficiar de fato da revolução em curso, diz Schwab, a qualidade de seus líderes será mais decisiva agora do que em qualquer outra época histórica.

Não é possível só assistir a mudanças de tal envergadura: precisamos nos preparar para elas, especialmente para o seu impacto sobre os modelos de produção e emprego.

Desigualdade e caminhos para o desenvolvimento serão temas fundamentais da próxima edição latino-americana do Fórum Econômico Mundial.

Embora as novas tecnologias permitam produzir mais com menos gente, a economia moderna ainda não criou o consumo sem salário.

Habituar-nos a essas novas nomenclaturas, conhecer a fundo seu real significado, suas possibilidades e as mudanças que elas sinalizam é imperativo para que o desenho de novas relações sociais em todos os âmbitos seja traçado.

A discussão também não pode prescindir do diálogo com a sociedade. São Paulo e o Brasil receberão o Fórum Econômico Mundial em 2018 com a certeza de que, para que as pessoas se beneficiem de fato do mundo novo criado pela interação tecnológica, o caminho é feito de democracia, crescimento e emprego; de responsabilidade fiscal, investimento maciço em educação de ponta e execução de políticas públicas competentes, inovadoras, capazes de estimular o desenvolvimento em todos os níveis.

GERALDO ALCKMIN, 64, é governador (PSDB) do Estado de São Paulo, cargo que também ocupou de 2001 a 2006. Foi deputado estadual (1983-1987) e federal (1987-1995)

 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/10/1931058-o-futuro-em-sao-paulo.shtml
Integração no combate ao crime

Integração no combate ao crime

Por Geraldo Alckmin.

“Nosso poder só aumentará se nos unirmos num sistema integrado entre todos os entes da Federação. O combate ao crime é nossa missão”

Geraldo Alckmin – governador do Estado de São Paulo

O Brasil faz fronteira com dez países, são quase 17 mil quilômetros de difícil controle, pelos quais entram no país drogas, armas e produtos contrabandeados. O resultado desse quadro é tão claro quanto grave: o flagelo do vício que resulta nas tristes ‘cracolândias’ espalhadas pelas grandes cidades e a escalada da violência em diversos Estados. Isso sem contar o impacto econômico.

O crime organizado é uma grande ameaça ao país – e envolve não só o tráfico de drogas, mas o comércio ilegal de armas, o contrabando e lavagem de dinheiro. O mercado ilegal representa 16% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

O Brasil é o maior consumidor de crack e segundo de cocaína do mundo, mas não produzimos essas drogas. Diante da gravidade da questão – e da dimensão continental do país – é urgente e fundamental uma ação integrada de proteção às fronteiras. É preciso atuar com inteligência e com uma ampla base de dados.

O convite do governador Tião Viana para participar do encontro desta sexta-feira, cujo tema é “Segurança Pública e Controle de Fronteiras: narcotráfico, uma emergência nacional” e a presença dos governadores de Estado, de governos de países vizinhos e governo federal no evento mostram que todos compartilhamos do mesmo sentimento:  a integração dos serviços de inteligência é o caminho para o bom combate ao crime.

Neste cenário é que se apresenta a proposta de criação de um órgão com objetivo específico de garantir segurança das fronteiras e o combate ao tráfico: a Agência Integrada de Inteligência, que apresentamos no começo de outubro.

A ideia consiste na integração dos trabalhos da União e Estados: a primeira, por meio de agentes das Polícias Federal e Rodoviária Federal, das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Já os governos estaduais colaborariam mediante a disponibilização de efetivo de agentes de inteligência e a integração de suas bases de dados. O órgão seria ligado diretamente à Presidência da República e coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional.

A tecnologia tem papel fundamental nessa força-tarefa. É preciso ter drones, satélites, câmeras, ferramentas de monitoramento – e também integrar os dados captados a um sistema compartilhado, permitindo aos Estados criar núcleos de inteligência para trocar e interpretar informações. Isso nos permitiria formar uma ampla base de dados contra o crime, a exemplo do que faz hoje a polícia paulista com o Detecta.

Implantado em 2015, o Detecta é hoje o maior banco de dados da América Latina. Ele abriga os bancos de dados polícias paulistas, além de informações captadas pelas mais de 3.300 câmeras espalhadas pela capital. É tecnologia de ponta no combate ao crime. O sistema já auxiliou na prisão de 5.579 pessoas.

Combater o crime organizado exige do Poder Público uma organização ainda maior. Nosso poder só aumentará se nos unirmos num sistema integrado entre todos os entes da Federação. O combate ao crime é nossa missão e política de governo exigida pela população.

 
Fonte: http://www.oriobranco.net/jornal/data/27-10-2017#oriobranco/pagina2-pagina3
Alckmin não é o “Santo” na lista da Odebrecht

Alckmin não é o “Santo” na lista da Odebrecht

Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos da imprensa e reproduzido nas redes sociais, o codinome “Santo”, em uma das tabelas da Odebrecht, não se refere ao governador Geraldo Alckmin. A informação foi confirmada por um dos delatores da construtora e pode ser verificada nessa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com o delator, “Santo” era o codinome do ex-superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Pedro Blassioli, já falecido. Em outras tabelas, Biassiolo aparece com o apelido Apóstolo. A propina em questão se referia a uma obra na Mogi-Bertioga e nem chegou a ser paga, pois o consórcio da obra não deu certo e a licitação foi reaberta. Ajude a combater mentiras na rede. Compartilhe esse material.  
Quais os rumos do país?

Quais os rumos do país?

Por Fernando Henrique Cardoso.

A crer nas pesquisas de opinião, os políticos mais cotados para vencer as eleições em 2018 mais se parecem a um repeteco do que inovação.

Quando ainda estava na Presidência, eu dizia que o Brasil precisava ter rumos e tratava de apontá-los. Nesta quadra tormentosa do mundo, cheia de dificuldades internas, sente-se a falta que faz ver os rumos que tomaremos.   Com o fim da Guerra Fria, simbolizado pela queda do Muro de Berlim em 1989, se tornou visível o predomínio dos Estados Unidos. Desde antes do final da Guerra Fria, por paradoxal que pareça, em pleno governo Nixon — do qual Henry Kissinger era o grande estrategista — começou uma aproximação do mundo ocidental com a China. Com a morte de Mao Tse Tung e a ascensão de Deng Xiaoping, os chineses puseram-se a introduzir reformas econômicas. Iniciaram assim, ao final dos anos 1970, um período de extraordinário crescimento. A partir da virada do século passado, o peso cada vez maior da China na economia global tornou-se evidente. No plano geopolítico, porém, os chineses buscaram deliberadamente uma ascensão pacífica, escapando à “armadilha de Tucídides” (a de que haverá guerra sempre que uma nova potência tentar deslocar a dominante). Enquanto a China não mostrava todo seu potencial econômico e político, tinha-se a impressão de que o mundo havia encontrado um equilíbrio duradouro, sob a Pax Americana. A Europa se integrava, os Estados Unidos e boa parte da América Latina se beneficiavam do comércio com a China, e a África, aos poucos, passava a consolidar a formação de seus estados nacionais. As antigas superpotências, Alemanha e Japão, desde o fim da Segunda Guerra Mundial haviam adotado a “visão democrático-ocidental”. No início do século XXI, apenas a antiga União Soviética, transmutada em República Russa, ainda era objeto de receios militares por parte das alianças entre os países que formaram a OTAN. Como ponto de inquietação restava o mundo árabe-muçulmano. Na atualidade, o quadro internacional é bem diferente. Com a “diplomacia” adotada por Trump, a Coreia do Norte desenvolvendo armas atômicas, as novas ambições da Rússia, as tensões nos mares de China e o terrorismo, há temores sobre o que virá pela frente. Os japoneses veem mísseis atômicos coreanos passar sobre suas cabeças, os chineses se fazem de adormecidos, o Reino Unido sai da União Europeia, os russos abocanham a Crimeia e os americanos vão esquecendo o Acordo Transpacífico (TPP ou Trans-Pacific Partnership Agreement), abrindo espaço à expansão da influência dos chineses na Ásia e deixando perplexos os sul-americanos que faziam apostas no TPP. Também perplexos estão os mexicanos, ameaçados pela dissolução do Nafta, outro dos alvos de Trump. A inquietação americana pode aumentar pelas consequências da política chinesa de construir uma nova rota da seda, ligando a China à Europa através da Ásia e do Oriente Médio, bem como pela aproximação entre Pequim e Moscou. É neste quadro oscilante que o Brasil precisa definir seus rumos. Toda vez que existem fraturas entre os grandes do mundo se abrem brechas para as “potências emergentes”. Há oportunidades para exercermos um papel político e há caminhos econômicos que se abrem. Não estamos atados a alianças automáticas e, a despeito de nossas crises políticas, erros e dificuldades, estamos em um patamar econômico mais elevado do que no tempo da Guerra Fria: criamos uma agricultura moderna, somos o país mais industrializado da América Latina e avançamos nos setores modernos de serviços, especialmente nos de comunicação e nos financeiros. Podemos pesar no mundo sem arrogância, reforçando as relações políticas e econômicas com nossos vizinhos e demais parceiros latino-americanos. Entretanto, nossas desigualdades gritantes são como pés de chumbo para a formação de uma sociedade decente, condição para o exercício de qualquer liderança. As carências na oferta de emprego, saúde, educação, moradia e segurança pública ainda são obstáculos a superar. Pelo que já fizemos, pelo muito que falta fazer e pelas oportunidades que existem, há certa angústia nas pessoas. A confusão política, o descrédito de lideranças e partidos se expressa na falta de rumos. A opinião pública apoia os esforços de moralização simbolizados pela Lava-Jato, mas quer mais. Quer soluções para as questões sociais básicas, e também para os desafios da política, que precisam ser superados, caso contrário, o crescimento da economia continuará baixo e a situação social se tornará insustentável. O Congresso, por fim, aprovou uma “lei de barreira” e o fim das coligações nas eleições proporcionais. Foram passos tímidos, na forma como aprovados, mas importantes para o futuro, pois levarão à redução do número de partidos, com o que se poderá obter maior governabilidade e talvez menos corrupção. Entretanto, quem são os líderes com a lanterna na proa e não na popa? A crer nas pesquisas de opinião, os políticos mais cotados para vencer as eleições em 2018 mais se parecem a um repeteco do que inovação, embora haja entre alguns que estão na rabeira das pesquisas quem possa ter posições mais condizentes com o momento. E boas novidades podem emergir. Alguns dos que estão à frente ainda insistem em suas glórias passadas para que nos esqueçamos de seus tormentos recentes, e pouco dizem sobre como farão para alcançar no futuro os objetivos que eventualmente venham a propor. Se não organizarmos rapidamente um polo democrático (contra a direita política que mostra suas garras), que não insista em “utopias regressivas” (como faz boa parte das esquerdas), que entenda que o mundo contemporâneo tem base técnico-científica em crescimento exponencial e exige, portanto, educação de qualidade, que seja popular e não populista, que fale de forma simples e direta dos assuntos da vida cotidiana das pessoas, corremos o risco de ver no poder quem dele não sabe fazer uso ou o faz para proveito próprio. E nos arriscamos a perder as oportunidades que a História nos está abrindo para ter rumo definido.
Coluna Fernando Henrique Cardoso - O GLOBO
https://oglobo.globo.com/brasil/quais-os-rumos-do-pais-21922614
Alckmin não ordenou investigação em casa de filho do Lula

Alckmin não ordenou investigação em casa de filho do Lula

Ao contrário do que foi veiculado de maneira irresponsável por alguns blogs e nas redes sociais, o governador Geraldo Alckmin não teve nenhuma relação com a ação de busca e apreensão na casa de um dos filhos do ex-presidente Lula. A ação policial ocorreu após uma denúncia anônima e foi autorizada pela juíza Marta Brandão Pistelli. Em nenhum momento houve participação do governador ou da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Para investigar as condições em que a diligência de busca e apreensão foi realizada, a SSP decidiu afastar o delegado responsável pela ação policial. Compartilhe esse material para rebater boatos.    
Frase “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário” não é de Alckmin

Frase “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário” não é de Alckmin

Algumas pessoas nas redes sociais, seja por má-fé, seja por ignorância, atribuem uma frase do ex-governador do Ceará Cid Gomes ao governador Geraldo Alckmin. A frase original do ex-governador e irmão de Ciro Gomes é “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”. A declaração completa pode ser verificada nesse vídeo. Em toda sua trajetória na política, Geraldo Alckmin sempre respeitou e valorizou os professores. Ele mesmo, antes de entrar para a vida pública, foi professor de cursinhos e cursos supletivos. Não deixe as mentiras se espalharem. Compartilhe esse material para rebater boatos.